Sabe aquela brincadeira de tirar o anel da latinha, enquanto dizemos as letras do alfabeto a cada movimento? Pois é, faço isso até hoje. Virou mania: a cada refrigerante (ou cerveja), repito a antiga brincadeira, com a mesma ansiedade infantil de outrora.
Achei engraçado quando você resolveu entrar no jogo.
- Saiu a letra "P"! - eu dizia.
- Essa é fácil! É "P" de Paixão!
- Agora saiu "M"!
E você, com um sorriso doce:
- É "M" de MINHA.
Eu me derretia... e também me divertia bastante ao vê-lo quebrar a cabeça com "K", "W" ou "Z".
Mas devo confessar que sempre esperei por uma letrinha que teimava em não aparecer. Eu tentei de tudo, mas o anel nunca se soltava na primeira letra do alfabeto. Às vezes, percorríamos todas as letras e recomeçávamos o abecedário. Eu me enchia de esperança e..."B".
Hoje, algo curioso me aconteceu. Embora eu estivesse sem você, resolvi, despretensiosamente, relembrar nossa nostálgica brincadeira. Minha surpresa foi tamanha quando, ao primeiro movimento, o anel descolou da latinha. Fechei os olhos. Consegui mentalizá-lo tão perfeitamente! Parecia que você estava aqui, na minha frente, com aqueles olhos que, como sempre, me transmitiam uma familiaridade reconfortante.
- Deu "A"! - eu te disse.
De repente, sua expressão mudou, seus olhos ficaram distantes como nunca. Eu mal conseguia distingui-lo na imagem borrada.
Você não falou nada.
Você nem precisou falar. Eu compreendi, com um certo desespero.
Não era "A" de AMOR.
Era "A" de ADEUS.
Achei engraçado quando você resolveu entrar no jogo.
- Saiu a letra "P"! - eu dizia.
- Essa é fácil! É "P" de Paixão!
- Agora saiu "M"!
E você, com um sorriso doce:
- É "M" de MINHA.
Eu me derretia... e também me divertia bastante ao vê-lo quebrar a cabeça com "K", "W" ou "Z".
Mas devo confessar que sempre esperei por uma letrinha que teimava em não aparecer. Eu tentei de tudo, mas o anel nunca se soltava na primeira letra do alfabeto. Às vezes, percorríamos todas as letras e recomeçávamos o abecedário. Eu me enchia de esperança e..."B".
Hoje, algo curioso me aconteceu. Embora eu estivesse sem você, resolvi, despretensiosamente, relembrar nossa nostálgica brincadeira. Minha surpresa foi tamanha quando, ao primeiro movimento, o anel descolou da latinha. Fechei os olhos. Consegui mentalizá-lo tão perfeitamente! Parecia que você estava aqui, na minha frente, com aqueles olhos que, como sempre, me transmitiam uma familiaridade reconfortante.
- Deu "A"! - eu te disse.
De repente, sua expressão mudou, seus olhos ficaram distantes como nunca. Eu mal conseguia distingui-lo na imagem borrada.
Você não falou nada.
Você nem precisou falar. Eu compreendi, com um certo desespero.
Não era "A" de AMOR.
Era "A" de ADEUS.
Nenhum comentário:
Postar um comentário