Ah, o nosso amor de paradoxo! Tão confinado e tão escancarado ao mesmo tempo! Sempre sob suspeita dos mais atentos (e maldosos, muito maldosos) olhares.
Confesso que gosto de alimentar as fantasias alheias, de dar a matéria-prima necessária para que criem suas histórias, para que percam todo o tempo que têm (e o que não têm) divagando sobre a possibilidade de nós dois.
Eu mesma desfruto desses momentos de imaginação fértil e transformo em imagem nítida a minha idéia platônica de você. Interpreto como reciprocidade cada sinal teu: os olhares, os sorrisos, os "olás" (que eu teimo em acreditar que, quando dirigidos a mim, são ligeiramente mais doces e carregam, nas entrelinhas, zilhões de outras palavras além de um simples "oi").
Enquanto isso, vivo o nosso mundo, embalado por aquele velho samba...lembra? Aquele que diz que você voltará depressa, tão logo acabe a noite.
Estou esperando...
gostei!! : )
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