quinta-feira, 1 de março de 2012

Meu Rio

A você, meu Rio, toda a minha saudade. Saudade de carioca "exilado" é doída, um misto de nostalgia, amor e um pinguinho de culpa. Afinal, se gostamos tanto, por que te deixamos, não é mesmo?
Não me leve a mal, querido Rio. Eu nunca o substituiria. Tenho me aventurado por outras cidades, é verdade, mas não há a menor chance de que alguma delas tome o seu lugar no meu coração.
Sei que parece um disparate de minha parte cuspir estes clichês depois de tê-lo abandonado de forma tão abrupta, mas acredite: o problema não é você, sou eu.
Mas pode ter certeza da minha lealdade: penso em você a cada banho de mar, chopp em boteco sujo, pôr-do-sol, roda de samba. Não te nego nunca, pelo contrário. Faço questão de assumir o nosso relacionamento a cada S exageradamente pronunciado ao som de X.
Quando percebo que a vida longe de você está me deixando fria, triste ou sisuda demais, trato logo de levantar a bandeira da informalidade, da irreverência, do riso fácil. E quando nem isso dá jeito na saudade doída, você sabe muito bem que volto correndo pros seus braços.
E então, depois de uma boa dose de você, posso partir revigorada...
É por essas e outras, Rio, que você pode ter certeza de que não te troco por nada.
Carrego para onde quer que eu vá essa "carioquice" aguda, sempre com aquela pontinha de esperança de vivermos juntos novamente...

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