Acho que eu estava enganada. Na verdade, eu sempre soube que estava. Por mais paradoxal que seja alguém ter a certeza de que não tem certeza.
Ao longo do caminho, aceitei alguns rótulos que me foram atribuídos. Vesti-me de frágil, ingênua e menina. Confesso que, por muitas vezes, me senti confortável e protegida dentro deles. Eu me forcei a acreditar que eu era assim, vulnerável. Assim, fraca.
Saí em busca de minha fortaleza. Achei que a encontraria vivendo longe e só. Hoje, descobri que ela sempre esteve comigo. Afinal, quem se joga aos tubarões sem um pingo de coragem? Quem consegue largar tudo aquilo que ama, se não tiver um pouquinho de frieza?
“Muito prazer, eu sou você.” – dizia a vozinha dentro de mim. “Fico feliz que finalmente tenha me encontrado. Gostaria que compreendesse que candura não necessariamente é fragilidade; assim como rigidez não significa fortaleza. Não importa o quanto digam que você deve ser mais dura, menos sensível. Saiba que foi com seriedade e frieza que você venceu desafios, mas que foi com delicadeza e ternura que conquistou as pessoas.”
Olhei-me, então, no espelho. Fiquei aliviada quando reconheci e amei o que vi.
Curti demais.
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